ÁREA DE ATUAÇÃO

sábado, 21 de maio de 2011

A vergonha do país na BLITZ da Educação do Jornal Nacional


  Alguns municípios brasileiros foram surpreendidos pela reportagem do Jornal Nacional da Rede Globo, provocando alvoroço e confusão entre as Prefeituras e os professores.
   O grande problema detectado foi a desigualdade na qualidade da educação.
     A equipe encontrou um grande contraste entre duas escolas tão próximas geograficamente – são escolas que estão na mesma cidade, e não em regiões ou estados diferentes. Uma escola tem o índice de educação melhor que a média nacional, onde crianças, aos 7 anos, são praticamente alfabetizadas, e a outra escola, com uma realidade tão diferente, onde a equipe encontrou jovens de 13 anos, na sala de aula, ainda analfabetos.
Você que é professor deve está rindo nesse momento porque isso talvez não soe como novidade nesse Brasil tão extenso e indiferente para com seus problemas. Mas, quero deixar uma pergunta para que possamos refletir:
E se a blitz do JORNAL NACIONAL chegasse em sua cidade para conhecer a escola em que você trabalha, como reagiria?
Acompanhada de um especialista em educação Gustavo Ioschpe, (que poderia ser um professor), a equipe chega às escolas de ensino fundamental vistoriando e entrevistando todos que lá estão, utilizando-se de um documento chamado IDEB.
VOCÊ SABE O QUE É ESSE TAL DE O IDEB?
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado pelo Ministério da Educação em 2007 e representa a iniciativa pioneira de reunir num só indicador dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações.
O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb – para as unidades da federação e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios. O IDEB também é importante por ser a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade do PDE para a educação básica. 

BLITZ NA ESCOLA DE SUCESSO. MÉDIA DO IDEB: 6.0
 - Limpeza, disciplina, organização, cuidado com as crianças. Equipamentos modernos sendo usados e atividades extracurriculares também.
- Na turma do 2° ano, a antiga 1ª série, a professora Heidi tem 24 anos de magistério e pós-graduação, com salário de 3,5 mil. Os pequenininhos já escrevem frases simples.
- Para quem chega a uma escola pública como essa chama a atenção a limpeza, o capricho, tudo arrumado.
Mas o especialista em educação destaca outros fatores nessa escola tão bem classificada: “Algumas coisas importantes, como envolvimento da família. A escola puxa a família. A escola faz com que a família venha.
- Outra coisa é acreditar e cobrar do aluno e não admitir o insucesso. Então o aluno que não está aprendendo tem aula de reforço. Em outro turno, o aluno vem aqui e aprende.
- Dever de casa, outra coisa absolutamente fundamental para o aprendizado, todos os dias, as professoras passam dever de casa e corrigem o dever de casa. São pequenas diferenças que fazem um bom resultado”.

BLITZ NA ESCOLA COM DIFICULDADES. MÉDIA DO IDEB: 3,6.
No mesmo município, outra realidade:
-As instalações estão mal cuidadas e mesmo depredadas: vidros quebrados, luzes queimadas. Como não há refeitório, o almoço é servido na sala de aula.
- A diretora Catherine Thume lamenta as condições, reclama da falta de professores e também da pouca participação das famílias.
- Na sala de aula de alfabetização, a professora Carla tem oito anos de magistério, com salário de R$ 3 mil, praticamente igual ao da professora da melhor escola pública da cidade. Na mesma sala há crianças com 9 anos e as mais velhas com 14 anos.
       Para Gustavo Ioschpe, a escola tem muitos problemas, mas a direção, os professores, as famílias e os alunos precisam reagir porque o prejuízo é de todos.
Todo professor, diretor e outros funcionários precisam estar convictos de que todos os alunos podem e devem aprender. A escola não pode nunca desistir do aluno e tem sempre que insistir para que ele aprenda e domine totalmente a matéria. Não é tarefa fácil. Mas vale a certeza de ter insistido, do que o medo de não ter enfrentado os problemas da educação brasileira.

3 comentários:

  1. PAULO ANDRÉ- ARACATI23 de maio de 2011 19:54

    Também concordo com a opinião do caríssimo Professor Lucas Santiago.
    Você é o Lucas que colunista do Jornal Gazeta do Pará?

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  2. ADRIANA - PROFESSORA23 de maio de 2011 20:03

    FICO IMAGINANDO SE ESSA BLITZ CHEGASSE AQUI EM CALDEIRÃO GRANDE (KKKK)KKKK) SERIA UMA VERGONHA NACIONAL. A BAHIA TODA VIVE ESSE DILEMA NA EDUCAÇÃO.

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  3. Gislene - Jacobina24 de maio de 2011 04:40

    Eu acho um absurdo ver algumas escolas próximas uma da outra e ver esse resultado tão alarmante. Ausência de Direção, falta de compromisso com a família entre. esses sãos as razões para um fracasso vergonhoso de algumas escolas no país. Só Não devemos CULPAR O PROFESSOR, pois ele dar seu sangue pelo seus alunos.

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