ÁREA DE ATUAÇÃO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

SER VENCEDOR É TAMBÉM SABER PERDER.


Esta semana recebi um texto pela internet. Fiz uma leitura minuciosa e percebi que minhas aflições poderiam estar inseridas alí. Tenho certeza que esta reflexão servirá pra você. Veja:
"Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade."

4 comentários:

  1. Em matéria científica, verdadeiro, como disse Tiago, em matéria prática inquestionável. Em muitos casos Lucas, os papéis parecem invertidos - os progenitores agem como seus descendentes, e estes, externam, de forma crescente, todas as fragilidades supracitadas.

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  2. LUCAS SANTIAGO BORGES28 de fevereiro de 2012 14:23

    É por isso rafael que continuo desacreditando na JUVENTUDE caenense... Me desculpe, mas ainda penso assim....

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  3. A realidade hoje vivenciada por nossa sociedade é que a maioria dos pais quer proporcionar aos filhos, tudo aquilo que não tiveram, e dizem "SIM" a tudo, esquecendo-se dos valores morais, do respeito, das lições mais importantes recebidas de seus pais, dos limites e principalmente da importância de se dizer "NÃO" no momento certo. Estes crescem achando que podem tudo, porém a vida é dura e implacável e não tolera como os pais, daí vêm as frustrações daqueles que acham que o mundo tem obrigação de fazê-los felizes.
    Isso tudo é fruto da mudança de comportamento das últimas gerações massacradas pelo autoritarismo, vertical dos nossos avós, onde se exercia a autoridade de cima para baixo sem maiores questionamentos. Estas gerações ao assumir o lugar de pais agem opostamente, sendo muito permissivos. Desta forma a educação segue a direção horizontal, onde a igualdade entre pais e filhos torna-se evidente. Isto é muito perigoso, pois, cria-se “Reizinhos” ao invés de “Príncipes” no seio das famílias, que vão se reproduzindo nas escolas onde os professores de modo geral também perdem a autoridade quanto à sua função de ensinar e educar.

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